DEPOIMENTOS

de mãos dadas
Bare Feet

"O meu nome é Patrícia e recorri à Dra. Ana porque a minha irmã mais nova, a Cristiana, apresentava muitos problemas de comportamento e de relacionamento com o próximo.

A Cristiana tem 12 anos e era acompanhada por psicólogos desde 2017. Foi-lhe diagnosticada Perturbações de Hiperactividade com Défice de Atenção tipo misto, e administrado tratamento farmacológico, nomeadamente a Ritalina. A medicação fez com que  conseguisse estar um pouco menos irrequieta durante os primeiros 2/3 meses.

Passado esse tempo o comportamento dela foi-se agravando, tornando-se até agressiva com os meus pais e familiares mais próximos e, na escola tinha um comportamento péssimo, desafiava professores que acabavam por estar sempre a castigá-la o que se reflectiu nas notas escolares. A nossa mãe estava desesperada e, foi então que surgiu o milagre, como lhe chamamos cá em casa, a Dra. Ana Covas.

Confesso que quando fui com a minha irmã à primeira consulta, no dia 25 de Novembro de 2019, ia um pouco desconfiada em relação a este tratamento, porque era uma ciência sobre a qual eu desconhecia. A Cristiana ia completamente contrariada, porque para ela era mais uma consulta chata, apenas com uma médica diferente. Acho que saímos de lá as duas surpreendidas, a Cris estava extremamente calma, carinhosa, não parava de me dar beijos…lembro-me da minha mãe dizer que parecia uma criança completamente nova. Todos cá em casa ficaram admirados mas muito felizes com o resultado.

As mudanças na minha irmã foram-se notando de consulta para consulta, em casa deixou de ser agressiva e na escola ficou mais responsável (conseguiu subir 4 das 7 negativas que tinha) e melhorou também muitíssimo o comportamento nas aulas.

A Cristiana actualmente é uma criança mais calma, mais responsável, mais carinhosa e acho que até mais feliz, continua a fazer os seus disparates mas afinal ela ainda é uma criança. 

Obrigada Dra. Ana Covas por tudo o que ajudou a minha irmã a conseguir."

“Olá Drª Ana, nunca fui de parcas palavras e não é agora que o passarei a ser, especialmente quando se trata de expressar a minha gratidão por um processo que me tem sido tão querido. 

Gostava de partilhar consigo a minha visão sobre o melhor dos processos que poderia ter iniciado na minha vida enquanto adulto. Vamos lá? 

Ao longo da vida vamos desvalorizando e arrumando assuntos difíceis na caixinha do “para mais tarde resolver”. 

Certo é que a vida passa e essa caixa vai acumulando, enchendo e atolando… continua a ser menosprezada até que, um dia, as uniões já não aguentam e a caixa rebenta. 

Quando rebenta, o mundo deixa de ter brilho, brio ou cor. 

A vida passa a ser um poço sem fundo e o verdadeiro trabalho hercúleo é o de admitir que precisamos ajuda, procurar por ajuda e deixar essa ajuda entrar no caos que não fomos capazes de resolver.

Começar o meu processo de terapia foi o maior desafio de sempre; mas, na verdade, quem é que gosta de remexer e espremer o que lhe consome a paz?! 

Dei por mim crente de que não tinha valor, de que não era suficiente e que não valia o esforço. 

Dei por mim num poço sem fundo, onde a luz teimava em não se fazer ver… 

Um dia, numa crise de choro, pesquisei uma clínica que fosse perto, que tivesse boas referências e que desse para marcar online. 

Abri, testei, mas hesitei e fechei. 

Respirei fundo. 

Voltei a abrir a página e obriguei-me a desmistificar a crença de que a terapia é para malucos e de que eu deveria ser suficientemente forte para resolver, por mim própria, o que me consumia a alma.

Quis o destino que fosse a Drª Ana Covas a ter vaga para me receber, e num verdadeiro salto de fé, decidi embarcar nesta viagem de descoberta e evolução pessoal. A medo, fui. 

A medo, empurrei a porta do meu quarto escuro e consegui ir falando aos poucos de tudo o que estava trancado a sete chaves.

A medo fui libertando, ouvindo e aprendendo tanto sobre mim.

Hoje, o medo deu lugar a um sentimento de orgulho por ter investido no que me é mais importante, Eu. 

Hoje, fico feliz por poder dar mais um passo no meu processo de evolução pessoal.

Hoje, vejo a terapia como algo que deveria ser obrigatório na vida de todos nós e não como algo tabu, que deve ser feito em segredo sob pena de ser rotulada e julgada.

A verdade é que a terapia resolve. 

A terapia resolve, mas são precisos bons profissionais e abertura para reconhecer que precisamos de ajuda.

A terapia resolve, mas o terapeuta é peça fulcral neste processo.

Com tudo isto, quero apenas dizer: obrigada por todas as horas que dedicou, dedica e dedicará a caminhar comigo nesta aventura de auto conhecimento e resolução.

Obrigada por me mostrar que tudo vale a pena. 

Obrigada por ser a minha peça fulcral neste processo, e acreditar na caminhada que iniciámos.

Nunca é tarde para cuidarmos de nós. Obrigada”