O SENTIDO DA VIDA OU A VERDADEIRA LIBERDADE DE ESCOLHA

ARRUMA A TUA “CASA”, ENCONTRA O TEU CONFORTO INTERNO, ​FICA EM PAZ…

​Embora os estudos sobre os efeitos psicológicos da quarentena sejam limitados, o conselho que nós que trabalhos em saúde mental não nos cansamos de transmitir, é que em isolamento é natural experimentar sintomas aumentados de ansiedade e inquietação, e que se podem agravar síndromes depressivos, ou outros já diagnosticados. ​ Nós, seres humanos, nascemos com uma bagagem emocional e sentimental complexa. E naturalmente que existem situações da vida que nos levam a senti-las com mais intensidade ou por mais tempo, mas todas elas são naturais. Não é por passarmos por certas experiências desagradáveis que vamos ficar com doença mental, nem é por nos sentirmos alegres ao ver uma comédia que vamos ficar felizes para toda a vida.

​Então, como aumentar a perceção de controlo emocional ou, a imunidade psicológica, tão em falta e tão sentida ultimamente nas nossas vidas com este isolamento? Se nos entregarmos agora ao trabalho de autodescoberta e autoconsciência, tornaremos mais ligeiros os impactos que esta situação de crise nos provoca.

Podemos escolher alternativas pessoais para lidar de forma mais saudável em situações de crise, como atividades e pensamentos que nos façam manter de forma mais continua e rotineira num estado de minimamente prazeroso ou natural para cada um de nós. ​ ​ Todos aspiramos dar-nos bem, e estar no nosso melhor, perante a incerteza do País que vamos encontrar daqui a umas semanas ao querermos que este esforço tenha valido para algo realmente bom. No final, vamo-nos orgulhar em termos dado o melhor de nós mesmos! AQUI SUGIRO UM TRABALHO, SEM PRECONCEITOS NEM ESTIGMAS, APROVEITANDO UM TEMPO PARA SI: Para começar, podemos perder o preconceito de fazer listas pessoais e começar por identificar o que nos faz sentir mal. Ter consciência do que nos está a fazer mal ao corpo e à mente. Para cada um é diferente, todos vivemos o “estar em casa” de forma diferente. ​ ​ 1 – Aumentar a CONSCIÊNCIA Significa ampliar a visão interna do que não estará tão bem consigo e que possivelmente está relacionado com o que está a FAZER, ou como está a INTERPRETAR a situação atual, ou a SENTIR. ​ É importante ter consciência de que somos nós que criamos a nossa própria realidade. Somos nós que escolhemos sobre as nossas ações e como reagimos e sentimos àquilo que percecionamos como ameaça, por exemplo.

Num momento de crise, a capacidade de reverter e transformar um problema em solução dependerá do nível de consciência e da sua capacidade para criar a realidade que quer.Novos acontecimentos nas nossas vidas exigem respostas diferentes. Não deixar a nossa casa ir ao sabor das intempéries implica termos o hábito de a ir ligando à terra, promover estabilidade e ajustar as suas defesas para que não se vá degradando com os fatores externos.

Ter consciência implica escutar, estar em sintonia com o que a nossa casa está a sentir. ​ ​ Pensemos que perante uma situação, por exemplo de ameaça externa, repetimos os mesmos padrões mentais e comportamentais (reações).

Eles são repetitivos e automáticos pois são “treinados” ao longo da vida, para nos trazer segurança. Por exemplo, perante o COVID, ou decidimos ouvir muitas notícias ou desligamos completamente. Ou acumulamos muita informação sobre o “inimigo” para lutarmos contra ele ou fugimos- ambas originam ansiedade. Criamos tensão muscular, aceleração cardíaca e libertação de hormonas desnecessários e que criam desequilíbrio. ​ ​ 2 – RESPONSE-HABILITY ou responsabilidade sobre as minhas escolhas.

A chave para o regresso à normalidade começa por fortalecer e, ter consciência, das nossas capacidades, já adquiridas ao longo da vida para nos ajustarmos a situações incertas. Passa também, por tentar sair ou dissociamo-nos da energia das partes de nós “doentes”, aceitando que somos muito mais daquilo que estamos a viver atualmente. Podemos aceitar que existe ansiedade em nós, mas também, escolher dar azo à imaginação e à criatividade promovendo fluxos de energia mental que pontuam com alguma alegria o desgaste da tensão provocada por problemas reais. ​ ​ Ou seja, “Response-hability”. Este termo subentende que este pode ser o momento certo para se questionar quanto às capacidades que tem para responder às situações desafiantes da sua vida. Analisemos a seguinte reflexão pessoal: “A minha vida é na verdade a minha única posse, a única coisa que verdadeiramente controlo”. A nossa sobrevivência tem como suporte básico e primário o corpo. A REGULAÇÃO DO NOSSO CORPO, FÍSICO E MENTAL (LEIA-SE EMOCIONAL, SENTIMENTAL E ATÉ ESPIRITUAL) SERÁ ENTÃO O NOSSO ​MAIS INTELIGENTE PLANO DE DEFESA PESSOAL. ​ 3 – O PERDÃO e a ACEITAÇÃO do incontrolável. Este é o tempo de termos de nos posicionar na vida sabendo o nosso lugar e as nossas forças internas. Desprendermo-nos de alguns sentimentos como culpa, a vergonha, o medo de não ser capaz de resolver certas situações e avançar. Se sentimos que temos dividas impagáveis connosco próprios ou, que alguém nos deve alguma coisa porque nos infligiu em algo, ficamos bloqueados a tentar resolver o que muitas vezes nem tem solução. ​

Por exemplo, culpar este ou aquele governo pela origem duma qualquer crise só aumenta a ansiedade, não trazendo a sensação de que estou a resolver alguma coisa pessoal. ​ ​ Aceitemos que esta ansiedade ou preocupação deste período, são consequências do impacto do inesperado e, que só nós sabemos como nos regular, com as nossas próprias forças internas.

Nós escolhemos se queremos ir na corrente do medo ou das conspirações ou, se aceitamos e cremos que a vida nos vai sempre presentear com pessoas ou situações desafiantes. ​ 4 – ENCONTRAR A PAZ.

Viver em tranquilidade e chegar à saúde mental implica seguir algumas regras. Perguntam-me muitas vezes: “mas como faço isso?”. Podemos conquistar a sensação de SEGURANÇA se limitarmos, organizarmos e programarmos a nossa vida em sincronia com os nossos sonhos e com os nossos objetivos. ​ Quando atingimos um certo patamar de autoconhecimento e autoestima, já nos conhecemos o suficiente para saber onde podemos arriscar e, prever consequências favoráveis, positivas e que nos enriquecerão. ​ 5 - “EU SOU O MELHOR MIM” E no final de contas feitas e, caso estejamos mesmo entregues a nos melhorar nesta que é a nossa vida, por muita adversidade que sintamos continuaremos cá, a manter a nossa “casa” arrumada. ​ A vitória saberá melhor se orientarmos as nossas defesas para o que queremos, e não para as dificuldades. ​ Dicas para chegar vitorioso: Para ativarmos e fortalecermos a nossa imunidade mental, ao mesmo tempo que fortalecemos a nossa resiliência, pode ser necessário procurar o apoio social e familiar, treinar o pensamento otimista e acreditarmos nas nossas capacidades de adaptação. Agradeça, sinta-se agradecido pelo que é, pelo que tem ou, simplesmente pela saúde que ainda tem. ​

Reduza fatores de stress na sua vida organizando o seu tempo. Por exemplo, se está em casal com filhos e em teletrabalho, ambos deverão ter oportunidade de trabalhar o suficiente sem crianças).

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